• Da pré-história dos quadrinhos ao pós-modernismo gibístico!

    Eu Sou a Lenda



    Aproveitando o sucesso do filme nos cinemas, trago a vocês a versão adaptadao para os gibis deste clássico da literatura de ficção científica.
    A adaptação foi realizada pelo gênio Steve Niles (autor de 30 dias de noite e Criminal Macabre).
    Bom, os comentários e a resenha foram feitos pelo Alex de Souza e podem ser encontrados no seguinte endereço: http://www.nominuto.com/colunas/bazar/eu_sou_a_lenda/13827/
    A resenha é um pouco grande, mas vale muito a leitura, opis trás informações importantíssimas sobre o autor e outros trabalhos famosos de Matherson

    O primeiro arrasa-quarteirão do ano chegou aos cinemas de Natal esta semana no bom estilo “só tem isso mesmo para ver essa semana”. Trata-se do suspense Eu Sou a Lenda, com direção de Francis Lawrence e estrelado pelo arroz-de-festa Will Smith. Se você não for muito chegado em cinemão norte-americano, passe longe. Agora, se procura uma boa diversão pode valer a pena ver o filme, que lá nos States bateu o recorde de arrecadação no fim de semana de estréia, que era de O Senhor dos Anéis. Indo ou não ao cinema, aproveite a oportunidade para ler o livro. Eu Sou a Lenda é um pequeno clássico da ficção científica, escrito em 1954 pelo norte-americano Richard Matheson que, inclusive, ganhou uma reedição muito bacana, motivada pela recente adaptação cinematográfica - a terceira que a obra recebe. Matheson é uma espécie de Sidney Sheldon do gênero. Explico. Além de ter migrado da literatura para o cinema e a tevê, Matheson também domina como poucos os elementos necessários para a construção de uma boa história. Com a ressalva de que seus livros são bem diferentes das histórias de suspense e romance de Sheldon, em que geralmente bastava alterar a localização geográfica e os nomes dos protagonistas para criar um novo best seller. Além de ter roteirizado o filme O Incrível Homem que Encolheu, Matheson escreveu episódios para as séries clássicas Além da Imaginação e Jornada nas Estrelas, e adaptou contos de Edgar Allan Poe para Roger Corman, o mestre dos filmes B. Outros livros dele também ganharam a telona. Exemplos são Amor Além da Vida, com Robin Williams, Ecos do Além (o mais fraco deles), com Kevin Bacon, e o cult Em Algum Lugar do Passado, com o superman Christopher Reeve. Sem falar que o primeirão de Spielberg, Encurralado, é uma adaptação de uma novela de Matheson, que o próprio escritor roteirizou. Ou seja, o homem merece respeito. Depois de muito caçar, consegui um exemplar da primeira edição brasileira do livro, lançada pela Francisco Alves em 1981, numa tradução de Fausto Cunha e Paula Castro. Comprei num sebo lá em Mossoró, pela bagatela de R$ 3. Uma belezura. O livro nos traz a história de Robert Neville, o último homem sobre a Terra, após uma terrível praga bacteriológica ter dizimado a população terrestre. Pior: os infectados voltaram da morte como terríveis seres, mistos de zumbis e vampiros, que passam a noite a rondar o sitiado Neville, em busca de seu precioso sangue. Esta sinopse revela outra característica dos escritos de Matheson, que costumam transitar entre o horror, a fantasia e a ficção científica (os três pilares da chamada ficção especulativa). Graças à narrativa, Neville se mostra aos nossos olhos como um Crusoé pós-apocalíptico, que precisa construir com as próprias mãos um mundo que arremede a civilização de onde veio. Ao mesmo tempo, o esforço diário para manter seu reduto seguro, buscar víveres e equipamentos e caçar as criaturas adormecidas vai lentamente se mostrando inútil, trazendo logo à mente a figura de Sísifo e sua interminável tarefa. Mesclando uma narração em terceira pessoa ao fluxo de pensamento do personagem, que vai se infiltrando na narrativa, o autor nos dá o tom do desmoronamento psicológico a que Neville é submetido. É a exploração dessa angústia que torna o livro interessante, muito mais que a aterrorizante e absurda realidade a que o protagonista está relegado. Uma ferramenta utilizada por Neville para sentir-se ainda humano é, justamente, a música. No bunker, ele faz questão de manter sempre a radiola ligada. Em vez de “beber, cair e levantar”, ecoam pelos cômodos os acordes das grandes composições eruditas da humanidade, como um contraponto ao fim trágico da civilização. Uma mostra dos extremos que a mente humana pode engendrar. Sim, porque, como em toda boa novela de ficção científica, a desgraceira de Eu Sou a Lenda é fruto do trabalho do próprio homem, e não de forças sobrenaturais. Aos nacos, por meio das pesquisas de Neville e pontuais (e chocantes) flashbacks, somos apresentados às causas da catástrofe. Nesse momento, o gênio criativo de Matheson dá mostras de sua pujança. Num incomum amálgama entre ecologia, genética e psicologia, o autor tece uma teoria verossimilhante para o mito vampiresco e a proliferação da praga. Tacada de gênio.

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